receita

BROTE DE MILHO - ESPÍRITO SANTO
GRAU DE DIFICULDADE:
Médio
TEMPO DE PREPARO:
2 horas e 30 minutos
RENDIMENTO:
4 pães
CHEF:
Adriele Schmidt
REGIÃO:
Espírito Santo
TIPO DE PRATO:
pão
ingredientes

1 ½ quilo de farinha de milho-branco
1 litro de água
½ quilo de inhame
½ quilo de batata-doce
150 gramas de mandioca
150 ml de óleo de soja
100 gramas de açúcar mascavo
15 gramas de fermento biológico seco
1 colher de café de sal
2 ovos
1 colher de sopa de amido

modo de preparo

1 Descasque e rale a mandioca, a batata-doce e o inhame;
2 Ferva a água e coloque sobre os tubérculos ralados. Mexa bem e vá adicionando o açúcar, o óleo, o sal e o fermento;
3 Aos poucos, acrescente a farinha de milho-branco. Você deve obter uma massa homogênea;
4 Deixe essa massa descansar por 30 minutos, ou até ela começar a rachar;
5 Modele os pães e pincele-os com uma mistura dos ovos batidos com o amido;
6 Asse os pães em forno pré-aquecido a 300°C por uma hora.

História

Pão capixaba, brote é mistura de ingredientes brasileiros e tradição europeia

 

Há mais de cem anos, um pão redondo feito com mandioca, batata-doce, inhame, cará e fubá de milho-branco, chamado de brote, é preparado na área rural de Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo.

A receita é resultado de uma combinação de ingredientes brasileiros com a cultura europeia. Angelina Kopp Schmidt, 44, conta que o pão assado em folha de bananeira num forno de barro é uma tradição herdada dos primeiros imigrantes da região da Pomerânia, localizada no que é hoje o oeste da Polônia. Entre a cidade e Santa Leopoldina, a 35 quilômetros dali, estima-se que há mais de 100 mil descendentes de pomeranos, como ela.

“A história do brote é que eles comem muito pão na Europa e, como aqui, na época, não tinha trigo –até hoje não se planta por causa do calor–, usaram o milho para fazer fubá e criaram um novo pão, que é o brote com raízes”, diz. “Os colonos introduziram esses ingredientes brasileiros na receita e acabaram gostando.”

Para prepará-lo, o milho-branco é moído, os tubérculos são ralados, e fermento, ovos, sal e açúcar são acrescentados à massa. Antes mesmo de modelar o pão, é preciso que o forno de barro, a lenha, esteja bem quente.

E então, o pulo do gato: a massa de pão é modelada e besuntada de uma mistura de ovos e cará-moela –uma planta trepadeira– ralada. “Esse é o acabamento. A massa vai começar a rachar e o cará vai segurar. A casca não vai ficar dura.”

Os pedaços de massa, que pesam mais de um quilo, são colocados sobre as folhas de bananeira e, por fim, assados. De costume, o brote é servido em dias de festa, como aniversários e casamentos.

“Comemos com manteiga e mel ou geleia caseira. Pode também ser servido com queijo ou linguiça”, conta Angelina.

“A história do brote é que eles comem muito pão na Europa e, como aqui, na época, não tinha trigo – até hoje não se planta por causa do calor--, usaram o milho para fazer fubá e criaram um novo pão, que é o brote com raízes”

Sítio Schmidt
ONDE rio Possmoser, Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, tel. (27) 99917-7210

galeria de fotos

Brote fatiado. foto Rusty Marcellini

Angelina leva a massa de brote dentro de bacia. foto Rusty Marcellini

Angelina retira o brote do forno. foto Rusty Marcellini

Angelina Schmidt e os ingredientes do brote. foto Rusty Marcellini

Angelina unta os pães antes de assá-los. foto Rusty Marcellini

Molde do pão brote em cama de folha de bananeira. foto Rusty Marcellini

Pães assando dentro do forno. foto Rusty Marcellini

Tubérculos e farinhas usadas no preparo do brote. foto Rusty Marcellini

Brote assado. foto Rusty Marcellini