receita

CALDEIRADA MISTA DE PITU - AMAPÁ
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
45 minutos
RENDIMENTO:
4 porções
CHEF:
Floraci Dias
REGIÃO:
Amapá
TIPO DE PRATO:
Peixe
ingredientes

500 gramas de camarão pitu
500 gramas peixe filhote ou outro peixe de sua preferência de carne macia
½ xícara de chá de cebola picada
½ xícara de chá de pimentão verde picado
½ xícara de tomate picado sem sementes
1/3 xícara de chá de cheiro verde picado
1 colher de chá de alho picado
2 colheres de sopa de azeite
1/3 de xícara de chá de suco de limão
1 xícara de chá de leite de coco
1 litro de água
Sal e pimenta-do-reino à gosto.

modo de preparo

1 Limpe, corte e tempere o peixe com sal e limão. Deixe marinando por 15 minutos;
2 Limpe e tempere o camarão com sal;
3 Aqueça uma panela, coloque o azeite e refogue a cebola e o alho até que comecem a dourar;
4 Acrescente o tomate, o pimentão e a pimenta-do-reino. Coloque a água e espere ferver;
5 Coloque o leite de coco e, em seguida, o peixe. Deixe cozinhar em fogo alto por 15 minutos;
6 Nos últimos cinco minutos acrescente os camarões. Corrija o sal, se necessário;
7 Finalize com o cheiro verde e sirva.

Dicas

-O pitu, um camarão de água doce, não é facilmente encontrado em todas as regiões do país. Pode ser substituído por camarão de água salgada --o médio ou o VG são uma boa opção. Para que se aproxime o sabor da receita original recomenda-se lavar bem o camarão de água salgada para retirar o excesso do sabor do mar

-Sirva o prato com arroz branco

História

Graúdo camarão de água doce, pitu é principal fonte de renda de famílias no Amapá

 

É na maré vazante, na comunidade de Matapi-Mirim, no Amapá, que Isalino Soares checa sua armadilha para ver se tem pitu. O pescador segue a tábua das marés para capturar o graúdo camarão de água doce que habita os igarapés que deságuam no rio Amazonas.

No município de Santana, a 20 quilômetros da capital, Macapá, o bicho se tornou a principal fonte de renda de diversas famílias da região. Para capturar o crustáceo, os pescadores utilizam uma armadilha cilíndrica, feita com fibras de madeira, com dois funis na extremidades. O pitu entra no matapi –nome indígena da engenhoca– atraído por uma espécie de trouxinha de farelo de babaçu revestida no próprio óleo.

“Ele sente o cheiro, entra pelo funil e não consegue mais sair”, explica Soares. No meio dessa armadilha, que os pescadores colocam onde há menor correnteza, há um orifício por onde entra a isca e saem os enormes pitus.

Usualmente, os animais são comercializados vivos. Por isso, os barcos de pesca contam com um isopor ou um balde com água para levar as presas à margem, onde são vendidas a clientes como Floraci Dias, do Flora Restaurante, em Santana.

Servido numa caldeirada com filhote, peixe da região, o pitu é o carro-chefe do restaurante. A cozinheira, que trabalha desde os 13 anos, também lança mão do ingrediente em outros pratos. “Fazemos assado no bafo, para comer com farofa d’água e pimenta-de-cheiro, ensopado com leite de coco e pedaços de filhote”, conta.

"Fazemos assado no bafo, para comer com farofa d'água e pimenta-de-cheiro, ensopado com leite de coco e pedaços de filhote"

ONDE COMER

Flora Restaurante
Rodovia Salvador Diniz, 1370-A, Igarapé de Fortaleza, Santana, Amapá, tel.(96) 3283-2858 / (96) 99128-8810
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galeria de fotos

Embarcação com matapis - as armadilhas que capturam os pitus

Pitu

Pitus na conserva de água