receita

CEVICHE DE CAMARÃO AVIÚ - PARÁ
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
40 minutos
RENDIMENTO:
4 porções
CHEF:
Sandro Mota
REGIÃO:
Pará
TIPO DE PRATO:
frutos do mar
ingredientes

½ xícara de chá de suco de limão
¼ de xícara de chá de suco de laranja
200 gramas de camarão aviú fresco
½ xícara de chá de cebola roxa
½ xícara de chá de cebola branca
¼ xícara de chá de alfavaca
¼ xícara de chá de chicória
Sal a gosto

modo de preparo

1 Corte as cebolas em fatias bem finas --quanto mais finas, melhor-- e reserve;
2 Corte a alfavaca e a chicória finamente e reserve;
3 Em um bowl, coloque o suco de limão, o suco de laranja, as cebolas, a chicória, a alfavaca, o aviú e tempere com sal a gosto;
4 Deixe a mistura marinando por dez minutos;
5 Caso queira, pode usar physalis para decorar. Sirva.

Dicas

O ceviche fica bem bonito servido em taças de Martini, acompanhado por torradas

História

Camarão miudinho de sabor único, aviú é iguaria encontrada no início do ano no Pará

 

Camarão encontrado nas águas rasas do rio Tapajós, nas cercanias da cidade paraense de Santarém, o aviú impressiona por seu tamanho: miudinho, miudinho. Com cerca de oito milímetros de comprimento, é menor que uma unha de um polegar adulto.
Na boca, servido fresco, o camarãozinho também impressiona: tem um sabor adocicado, suave, e único, nas palavras do chef Sandro Mota, 45, dono do restaurante Dom Mani, em Santarém.
A cidade, aliás, é um dos poucos lugares em que é possível experimentar o aviú fresco. A coleta do animal é feita apenas entre janeiro e fevereiro, quando dura a maré cheia do rio. Ao fim do dia, os catadores colocam suas armadilhas –chamadas de matapi– na água e esperam o bicho entrar, atraído por uma lâmpada.
No fim da madrugada, por volta das 5h, os matapis são retirados da água e os aviús, colocados em baldes. “Depois disso, antes mesmo do sol nascer, o aviú segue direto para a Feira do Pescado, em Santarém, onde é comercializado. E isso acontece todo dia durante a temporada”, diz Mota.
Na feira, só se encontra o aviú fresco, quase transparente, nos dois meses que abrem o ano. Para conservar o que não é vendido, os feirantes levam os camarões que sobraram para casa, onde os cozinham em água salgada. “Chamam de aviú seco. Para não ficar muito tempo exposto e não perder o produto, eles fazem isso”, afirma Mota.
Na cozinha, lidar com um aviú é como usar um camarão comum. “Ele deve entrar no final do preparo, porque se passar do ponto e cozinhar demais, esfarela todinho e perde o sabor. Tem que ter cuidado no manuseio.”
O aviú fresco vai bem em recheios de tortas, omeletes, molhos ou moquecas. Mas o uso mais comum nas cozinhas de Santarém é em farofa ou no meio do arroz. No cardápio de Mota, é transformado em ceviche e usado como recheio de trouxinha com massa de tapioca e jambu. “Prefiro usá-lo em algumas receitas mais inusitadas e criativas”, brinca.

"Ele deve entrar no final do preparo, porque se passar do ponto e cozinhar demais, esfarela todinho e perde o sabor.”

Restaurante Dom Mani
ONDE tv. Barjonas de Miranda, 1.642, Aldeia, Santarém, Pará, tel. (93) 3522-6700

galeria de fotos

Pescador volta à margem do rio com baldes cheios de aviú. foto Rusty Marcellini

Feira do Pescado, em Santarém, antes do dia amanhecer. foto Rusty Marcellini

Sandro Motta e comerciante com aviús cozidos e frescos. foto Rusty Marcellini

Aviús cozidos. foto Rusty Marcellini

Aviús frescos. foto Rusty Marcellini

Aviú é menor que a unha do dedo de um adulto. foto Rusty Marcellini

Margem do Rio Tapajós. foto Rusty Marcellini

Pescador posiciona matapi no barco para levar ao meio do rio. foto Rusty Marcellini

Pescadores levam o matapi pelo Rio Tapajós. foto Rusty Marcellini

Pescadores posicionam o matapi no rio. foto Rusty Marcellini

Pescador retira aviús capturados em armadilha. foto Rusty Marcellini

Pescador retira aviús capturados em armadilha. foto Rusty Marcellini

Pescador volta à margem do rio com baldes cheios de aviú. foto Rusty Marcellini

Feira do Pescado, em Santarém, antes do dia amanhecer. foto Rusty Marcellini

Sandro Motta e comerciante com aviús cozidos e frescos. foto Rusty Marcellini

Aviús frescos. foto Rusty Marcellini

Aviú é menor que a unha do dedo de um adulto. foto Rusty Marcellini

Margem do Rio Tapajós. foto Rusty Marcellini

Pescador posiciona matapi no barco para levar ao meio do rio. foto Rusty Marcellini

Pescadores levam o matapi pelo Rio Tapajós. foto Rusty Marcellini

Pescadores posicionam o matapi no rio. foto Rusty Marcellini

Ceviche de aviú. foto Rusty Marcellini