receita

CREME DE CUPUAÇU, CHOCOLATE E CALDA DE VINHO TINTO - RORAIMA
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
Uma hora
RENDIMENTO:
Seis porções
CHEF:
Kalu Brasil
REGIÃO:
Roraima
TIPO DE PRATO:
Sobremesa
ingredientes

500 gramas de polpa de cupuaçu
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
10 gramas de gelatina sem sabor
120 gramas de passas pretas
300 gramas de chocolate ao leite
120 ml de vinho tinto
1 colher de sopa de açúcar
50 ml de água

modo de preparo

1 Hidrate a gelatina sem sabor em 50 ml de água e reserve;
2 Bata no liquidificador metade do creme de leite, metade do leite condensado, metade da polpa de cupuaçu e metade da gelatina já hidratada até obter uma consistência homogênea;
3 Coloque a mistura em uma taça grande para sobremesa e leve à geladeira por 15 minutos;
4 Passados os 15 minutos, rale o chocolate, cubra o contorno da taça, volte-a para a geladeira;
5 Repita o processo inicial: bata todos os ingredientes restantes no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Despeje na taça e deixe mais 15 minutos na geladeira;
6 Coloque em uma panela as passas, o açúcar e o vinho e leve ao fogo brando;
7 Deixe que reduza ao ponto de uma calda fina. Espere esfriar e coloque por cima do creme de cupuaçu para decorar. Sirva em seguida.

História

Culinarista difunde comida de Roraima, que mistura influências indígenas e de migrantes

 

Foi só depois de se casar, aos 26 anos, que a índia Wapixana Kalu Brasil, 76, pôde realmente ser índia. Quando criança, ia com a mãe às aldeias e não podia comer como os indígenas, pois seus avós paternos, holandeses vindos da Paraíba, que a criavam, não permitiam. Nem mesmo aprender a falar Wapixana era liberado.

Quando adulta, voltou às lembranças da infância. “Eu me sentia na obrigação de mostrar o que nós tínhamos e que foi escondido até mesmo de mim. Não quero esconder de ninguém”, diz.

Hoje, a culinarista promove a gastronomia roraimense pelo país. Segundo ela, Roraima tem referências de povos de diferentes etnias e dos migrantes nordestinos e gaúchos que foram ao Estado para trabalhar em garimpos.

“Com essa miscigenação tem muita coisa diferente. Tem italianos, gaúchos, mineiros. Em 1902, uma colônia de nordestinos chegou ao Estado e difundiu muito a carne de sol, a paçoca, a nata do leite, e outros ingredientes como a galinha caipira.”

Essas comidas vindas de outros Estados se somaram às muitas frutas locais, como araçá, taperebá, pupunha, tucumã, açaí, patauá, buriti, bacaba e o cupuaçu.

Uma das receitas de Kalu, o creme de cupuaçu, mistura a fruta com ingredientes doces para agradar aos visitantes, que não estão acostumados com o azedinho do fruto marrom, com ligeira pelugem, e casca bem dura. “É parecido com cacau, mas no cheiro lembra graviola, mas é mais ácido”, descreve Kalu.

 

"Eu me sentia na obrigação de mostrar o que nós tínhamos e que foi escondido até mesmo de mim. Não quero esconder de ninguém”

Kalu Brasil

CONTATO: tel. (95) 99112-8655 / (95) 98115-5885, kalubrasil@gmail.com

 

galeria de fotos

Creme de cupuaçu com calda de vinho tinto e passas - © Leandro Miranda

A cozinheira Kalu Brasil - © Leandro Miranda

Detalhe das raspas de chocolate - © Leandro Miranda

Creme de cupuaçu com calda de vinho tinto e passas - © Leandro Miranda