receita

DOCE DE ABÓBORA-GILA - RIO GRANDE DO SUL
GRAU DE DIFICULDADE:
Médio
TEMPO DE PREPARO:
dois dias
RENDIMENTO:
vários potes de doce
CHEF:
Nilda Salib
REGIÃO:
Rio Grande do Sul
TIPO DE PRATO:
doce
ingredientes

1 abóbora-chila ou gila
Casca de um limão-taiti
1 pau de canela
Açúcar na mesma quantidade da abóbora
1 colher de sopa de sal
250 ml de água

modo de preparo

1 Pegue a abóbora e jogue-a no chão para quebrá-la. Não utilize faca, pois objetos metálicos alteram o sabor da abóbora;
2 Após quebrar a abóbora, separe os pedaços com a mão, retire as sementes e as fibras que ficam misturadas às sementes;
3 Lave os pedaços de abóbora. Ao lavá-la, ela soltará uma espuma. Repita o processo de lavagem até que a espuma não sai mais;
4 Deixe os pedaços de abóbora em uma bacia de plástico com as cascas viradas para cima, cubra com água e deixe de molho um dia para o outro;
5 No dia seguinte, escorra a água da bacia e coloque os pedaços de abóbora em uma panela grande e cubra com água novamente. Coloque o sal e cozinhe por 40 minutos;
6 Escorra a água da abóbora e espere esfriar um pouco. Retire a polpa com a ajuda de uma colher, lembrando que não se deve usar nenhum objeto de metal. Escorra a abóbora mais um pouco;
7 Pese a abóbora e então use a mesma quantidade de açúcar. Exemplo: Se a abóbora depois de cozida e separada da casca pesar 1 kg, é essa a quantidade de açúcar que deverá ser usada;
8 Em outra panela, coloque o açúcar, os 250 ml de água, a canela e a casca do limão. Atenção: não são raspas e sim a casca inteira. Espere ferver e, com uma colher, verifique o ponto da calda: quando ela estiver caindo em gotas está pronta;
9 Acrescente a abóbora, mexa sem parar separando os fios da fruta. Passe a colher no fundo da panela e quando seu fundo aparecer e demorar a sumir o doce estará pronto. Coloque em vidros para compota com tampa de alumínio e cozinhe em banho maria por 35 minutos.

Dicas

• Os vidros de compota com tampa devem ser esterilizados antes de receber o doce
• Depois de abertas, as compotas devem ser mantidas na geladeira
• Se for consumido em até três semanas, o doce pode ser guardado em um pote plástico com tampa.

História

Amarga in natura, abóbora-gila dá origem a tradicional doce do Rio Grande do Sul

Por fora, parece uma melancia, mas a gila, encontrada no Sul e pouco comum no resto do país, é uma abóbora –pode ser chamada também de abóbora-chila. Em sua pousada em São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, Nilda Salib serve aos turistas o ingrediente em forma de doce –seu principal uso no Brasil e em Portugal.
A gila, conta ela, brota com facilidade naquela região. “Ela dá rasteira, como se fosse um pé de melancia. Mas por dentro é totalmente diferente. Em qualquer casa que tu chegar, tu vai encontrar gila”, diz.
In natura, a gila é extremamente amarga. Mas suas folhas novas e brotos podem ser preparados como hortaliças, suas flores e botões podem ser usados em sopas e saladas, e suas somentes torradas são comestíveis.
E dá doce, é claro. Para prepará-lo, o primeiro passo é atirar a abóbora no chão para quebrar a casca, grossa. Depois, corta-se a polpa do fruto –branca, fibrosa e com grandes sementres pretas. As fibras mais grossas são retiradas e a gila vai para cozimento em água.
Depois de escorrida e lavada, vai para a panela com açúcar e outros condimentos, até chegar no ponto de doce, que deve ser guardado em vidros para compota com tampa de alumínio.

"Ela dá rasteira, como se fosse um pé de melancia. Mas por dentro é totalmente diferente. Em qualquer casa que tu chegar, tu vai encontrar gila"

Pousada Fazenda Potreirinhos
ONDE acesso pela estrada para São Joaquim, 33 km de terra, São José dos Ausentes, Rio Grande do Sul, tel. (54) 99977-3482
www.fazendapotreirinhos.com.br

galeria de fotos

Nilda Salib prepara o doce de gila. foto Rusty Marcellini

Polpa da gila. foto Rusty Marcellini

Processo de retirada da casca da gila. foto Rusty Marcellini

Doce de gila na panela, em finalização. foto Rusty Marcellini

Fruto aberto e doce de gila. foto Rusty Marcellini

Gila em primeiro plano, e Nilda Salib ao fundo. foto Rusty Marcellini

Fruto aberto e doce de gila. foto Rusty Marcellini - Copia