receita

PAÇOCA DE CARNE DE SOL - RORAIMA
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
2 horas
RENDIMENTO:
de quatro a seis porções
CHEF:
Maria Perpétua Mangabeira
REGIÃO:
Roraima
TIPO DE PRATO:
carne
ingredientes

500 gramas de carne de sol
300 gramas de farinha de mandioca grossa

modo de preparo

1 Dessalgue a carne de sol colocando-a em uma panela com água suficiente para cobri-la. Deixe ferver por dez minutos e escorra a água. Repita o processo até perceber que a carne não está mais salgada;
2 Pique a carne em cubos pequenos e leve ao processador. Vá colocando a farinha enquanto processa carne para que os dois ingredientes fiquem bem misturados. Sirva em seguida.

Dicas

- Você pode utilizar um pilão para fazer a receita: basta colocar a carne e ir macerando para que ela fique bem desfiada. Em seguida, acrescente a farinha.

PAÇOCA DE CARNE DE SOL TEMPERADA À MODA DO CHEF
DIFICULDADE fácil
RENDIMENTO de quatro a seis porções
TEMPO DE PREPARO duas horas
FONTE Denise Rohnelt Araújo
TIPO DE PRATO carne

INGREDIENTES
-500 gramas de carne de sol
-1 xícara de chá de cebola picada em tiras finas
-1 xícara de chá de tomate sem sementes cortado em cubos
-1 colher de chá de alho picado
-1 xícara de chá de manteiga de garrafa
-500 gramas de farinha de mandioca fina
-Cheiro-verde a gosto
-2 bananas-da-terra cortadas em rodelas
PREPARO
1 – Dessalgue a carne de sol colocando-a em uma panela com água suficiente para cobri-la. Deixe ferver por dez minutos e escorra a água. Repita o processo até perceber que a carne não está mais salgada;
2 – Corte a carne em cubos e passe-a no processador. Reserve;
3 – Em uma panela aquecida, coloque a manteiga, deixando cinco colheres de sopa reservadas. Refogue a cebola e o alho, deixe dourar e junte a carne processada. Mexa sempre até que a carne fique douradinha;
4 – Acrescente o tomate e vá colocando a farinha aos poucos, mexendo sempre. Junte o cheiro-verde, verifique o sal, desligue o fogo e reserve;
5 – Frite as rodelas de banana nas cinco colheres de manteiga reservadas. Deixe que fiquem douradas dos dois lados. Sirva as bananas ao lado da paçoca.
DICA
-Caso prefira um toque mais adocicado, substitua a banana-da-terra por uma outra de sua preferência.

História

Paçoca de carne roraimense mistura tradições indígenas e do Nordeste

 

“Foi graças à paçoca que criei meus filhos”, conta a cozinheira Maria Perpétua Mangabeira, a tia Nêga, conhecida pelo prato que vende em Boa Vista, Roraima, na base do boca a boca. No caso, a paçoca é aquela de carne seca e farinha d’água, que pode ganhar versão com carne de sol e farinha de mandioca.

Produzida numa fabriqueta nos fundos de sua casa, a paçoca de carne é a principal fonte de renda da família. Tia Nêga vende uma média de cem quilos por dia –tem quem toque a campainha para comprar um pacote de um quilo, tem que ligue para encomendar 30.

Para preparar a receita é preciso fritar a carne de sol “no ponto certo”. Ela explica: “Se fritar de menos, fica mole e não consegue ser moída. Se fritar de mais, fica com gosto de óleo queimado. E tem que estar bem sequinha”.

Depois de fritos, os pedaços de carne são processados com a farinha –a d’água, feita com mandioca fermentada na água, chegou a Roraima trazida pelos nordestinos que lá foram trabalhar nos garimpos.

A mistura tem proporção de 70% de carne para 30% de farinha. “É por isso que nossa paçoca é tão boa, tem muito mais carne que farinha”, diz.

Geralmente associada à culinária do sertão, a paçoca tem origem indígena –o nome vem do tupi-guarani pa’soka, ou “coisa socada”. Tia Nêga, descendente dos índios macuxi, conta que eles secavam a carne e a passavam no pilão com raízes, cascas e farinha.

“Índio não tinha geladeira, né? Então tinha que trabalhar a carne para durar mais”, conta. Sua receita, no entanto, ela aprendeu com o marido –imigrante baiano que chegou em Roraima nos anos 80 para trabalhar no garimpo. “Ele adorava paçoca e sempre pedia para eu fazer.”

“Índio não tinha geladeira, né? Então tinha que trabalhar a carne para durar mais”

Paçoca da Tia Nêga
ONDE avenida Via das Flores, 183, Pricumã, Boa Vista, Roraima, tel. (95) 3626-5120 / (95) 3626-6889

 

galeria de fotos

Carne misturada à farinha, antes de ser processada. foto Rusty Marcellini

Tia Nêga e os pacotes de paçoca de carne. foto Rusty Marcellini

Carne de sol frita e farinha d'água. foto Rusty Marcellini

Paçoca da Tia Nêga. foto Rusty Marcellini