receita

PAÇOCA DE PILÃO - MINAS GERAIS
GRAU DE DIFICULDADE:
Médio
TEMPO DE PREPARO:
1 hora
RENDIMENTO:
4 porções
CHEF:
Maria de Jesus da Costa
REGIÃO:
Minas Gerais
TIPO DE PRATO:
Carne
ingredientes

300 gramas de carne seca
1 colher de sopa de alho picado
400 gramas de farinha de mandioca
6 colheres de sopa de banha de porco
60 gramas de torresmo pronto (somente a pele)

modo de preparo

1 Pique a carne, cozinhe e frite na banha de porco. Quando estiver bem frita, reserve. Não separe a carne da gordura;
2 Coloque no pilão o alho, a farinha de mandioca, o torresmo e a carne frita;
3 Pile tudo até que a mistura se torne uma farofa, a carne fique bem desfiada e os torresmos, bem esfarelados;
4 Sirva.

Dicas

- Caso perceba que a mistura está muito seca, vá colocando pequenas quantidades da banha usada para fritar a carne

- O mercado já oferece a pele do torresmo pronta para consumo. Isso facilita o processo

- Caso queira fazer o torresmo em casa, use a gordura da fritura no lugar da banha
Geralmente os pilões não são tão grandes como os de antigamente nas fazendas, nesse caso, divida os ingredientes e faça a paçoca aos poucos.

 

 

 

História

Paçoca de carne ‘bem fritinha’ é tesouro do Vale do Jequitinhonha

 

Maria de Jesus da Costa, 80, foi criada na roça, onde, desde criança, aprendeu as mais diversas atividades: capinar a terra, plantar, colher de tudo um pouco –mandioca, cana e milho–, cozinhar. Com quase 70 anos, cursou a quinta e a sexta séries, mas lê pouco. “As letras são muito miudinhas, né? É difícil.”
Ainda hoje, dona Jesus acorda cedo e dorme tarde, e dedica a maior parte de seus longos dias ao preparo da paçoca de pilão, receita que aprendeu com a mãe, na roça. É no quintal de sua casa na cidade de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, que ela prepara a paçoca no calor do forno a lenha.
O fogo aquece lentamente as panelas, besuntadas em banha de porco, com carne-seca até que fique “bem fritinha, bem maci-inha”, diz ela. Depois de pronta, a carne deve esfriar e ser combinada com farinha de mandioca, “alho cru, bem machucadinho” e “uma pitadinha de urucum”. A receita leva ainda torresmos sequinhos que, com o peso do pilão, se desfazem dando sabor, crocância e equilibrando o sal.
Foi essa preparação que lhe deu fama –na roça, na cidade, no bairro e em outros Estados. Feita com a ajuda de uma das filhas, a receita rompe as fronteiras municipais e tem destino certo em Belo Horizonte, transportada em grandes latas de manteiga, ou na mala de pais que saem dali para visitar seus filhos.
Os vizinhos do bairro, então, vivem a bater na porta de dona Jesus, sem hora marcada, pedindo que ela lhes faça um punhado de paçoca. “Eles compram as carnes, trazem e me pagam só a fazeção [sic], só o meu trabalho. Eu cobro R$ 6 por quilo. Uns falam que é pouco demais, outros reclamam que é caro. Mas dá trabalho, né?”

Paçoca de carne 'bem fritinha' é tesouro do Vale do Jequitinhonha

ONDE COMPRAR
Dona Maria de Jesus
Turmalina, Minas Gerais, tel. (38) 3527-1890

ONDE COMER
Bitaca da Leste
Rua Salinas, 2.421, Floresta, Belo Horizonte, Minas Gerais, tel. (31) 3789-3784
www.facebook.com/bitacadaleste

galeria de fotos

Prato com paçoca de pilão pronta para o consumo

Dona Jesus com o esposo e a filha

Paçoca de pilão, no detalhe

Detalhe da carne na panela de pressão

Carnes e torresmos usados na paçoca de pilão

Carnes e torresmos usados na paçoca de pilão

Louças secando em mesa de madeira no quintal de casa, em Turmalina - MG

Dona Jesus descascando o alho

Torresmos

Paçoca pronta, ainda dentro do pilão

Dona Maria de Jesus da Costa frita a carne no fogão a lenha